Celino Cunha Vieira - Associação Portuguesa José Marti / Cubainformación.- Já escrevi várias vezes sobre o criminoso bloqueio comercial, económico e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba desde há mais de 50 anos, consequência de uma política que está completamente ultrapassada e que já nem sequer tem a concordância dos vários sectores empresariais que também são prejudicados com tal imposição.


Agora interessante é o que Hillary Clinton, ex-Secretária de Estado no primeiro mandato de Barack Obama vem revelar no seu livro “Decisões Difíceis” recentemente publicado, afirmando que no final do mandato o presidente lhe perguntou se não deveriam reconsiderar a questão do bloqueio a Cuba, já que este nunca cumpriu os objectivos para que fora criado e que a sua manutenção prejudica as relações dos EUA com os outros países da América Latina.

Pela primeira vez uma alta personalidade do poder norte-americano vem publicamente dizer aquilo que todos sabem em Washington e no resto do mundo: as sanções impostas com a finalidade de dominar um pequeno país têm sido inúteis, apesar de todo o sofrimento que tem causado à população cubana.

Concretamente, pouco lhes importa os prejuízos pessoais ou económicos que o bloqueio tem provocado a Cuba, mas sim os seus próprios interesses e por isso a preocupação em rever esta fracassada e ilegal política de ingerência e autoritarismo, aplicada contra um país soberano e independente, á revelia de todas as recomendações das Nações Unidas e do Direito Internacional.

Com a entrada em vigor da nova Lei de Investimento Estrangeiro, com a evolução da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel e com a reestruturação de toda a economia cubana, os meios empresariais norte-americanos começam a perceber que estão a perder oportunidades e por isso a contestar o seu governo, com a consequente ameaça – embora que velada – da retirada de apoios financeiros em futuras campanhas eleitorais. Prevendo-se que Hillary venha a ser a candidata dos democratas às presidenciais de 2016 e sabendo-se como o poder económico se sobrepõe ao poder político nos EUA, outra solução não existe a não ser abrandar ou mesmo até eliminar esse ridículo bloqueio.

Na verdade, as empresas norte-americanas estão a ser completamente ultrapassadas na zona por consórcios internacionais, assistindo ao interesse dos investidores em grandes projectos quer em Cuba, quer em outros países da América Latina. E se o novo porto de águas profundas de Mariel em que podem vir a transitar mais de dois milhões de contentores por ano já era importante pelas condições geográficas e logísticas muito favoráveis como plataforma de apoio ao Canal do Panamá, muito mais importante estrategicamente será no futuro com a abertura do Canal da Nicarágua, cujas obras se prevê tenham início ainda este ano e que após a sua conclusão irá concorrer directamente com o do Panamá.

Enquanto isto, as autoridades cubanas continuam serenamente a avaliar passo a passo o evoluir da sua economia, fazendo os necessários reajustamentos, de modo a projectar o futuro com toda a segurança e nunca abdicando dos princípios da Revolução.

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