Celino Cunha Vieira - Associação Portuguesa José Marti / Cubainformación.- Se existem sectores na economia de cada país em que o controle estatal é fundamental, também existem áreas onde a iniciativa privada pode fazer mais e melhor, inovando e entrando num mercado competitivo onde só a qualidade pode levar ao êxito de cada negócio. 


É assim que em Cuba, desde 2010, mais de 200 actividades foram liberalizadas e hoje já ultrapassam o meio milhão de cidadãos que aproveitando essas oportunidades passaram a exercer actividades por conta própria, deixando de depender do Estado. De salientar que destes, mais de 30% são jovens e que a tendência é para esta percentagem aumentar, pois a irreverência própria da idade está muito mais desperta para a vida e para o seu desenvolvimento e realização profissional, não se acomodando às rotinas que sempre estão inerentes a quem tem tudo sem grande esforço. 

Abrem-se assim novos desafios e as oportunidades são imensas, contribuindo o sector privado para o crescimento do país e, muito importante, ajudar a equilibrar a balança de transacções, produzindo bens – principalmente alimentares – de modo a diminuir a necessidade de importações desses bens essenciais. 

Com o incremento do turismo, da indústria e do comércio por parte de novas parcerias com investidores estrangeiros, espera-se que proximamente surjam outras oportunidades de emprego, aliviando progressivamente a carga salarial do sector público, que ao contrário do que se apregoava com a necessidade de a diminuir substancialmente, não teve de recorrer a despedimentos nem a retirada de salários. 

Conseguir uma transformação na economia de um país sem grandes sobressaltos e continuando a garantir gratuitamente a todos os cidadãos os direitos consignados e conquistados pela Revolução tem sido uma tarefa árdua, mas que com tenacidade será vencida como foram todas as outras fases e contrariedades desde 1959, pois o futuro será certamente bem melhor que o passado, já que no presente as expectativas são muito auspiciosas com o fim do bloqueio económico, financeiro e comercial, obsoleto e criminoso. 

Quem hoje visita Cuba vai entender as transformações que já se operaram e encontrar uma sociedade que aos poucos recupera o poder de compra perdido após o isolamento forçado devido ao desaparecimento do bloco socialista que levou Cuba a passar por um período especial muito duro e de enormes sacrifícios para todo o povo.

Felizmente que as novas gerações não sofreram o mesmo que os seus pais ou avós e hoje apenas têm esse conhecimento pelos relatos que lhes são transmitidos, podendo encarar o futuro com uma esperança bem diferente e muito mais risonha.

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