Celino Cunha Vieira - Associação Portuguesa José Marti / Cubainformación.- Após o reatar das conversações entre Cuba e os Estados Unidos, muitas têm sido as delegações oficiais dos mais variados países que visitam a Ilha, sendo acompanhadas por missões empresariais que, podendo beneficiar da nova Lei de Investimentos Estrangeiros, procuram oportunidades de negócio nas mais variadas aéreas de actividade. 


Semanalmente são recebidos em Havana vários Presidentes, Primeiros-ministros e Ministros que chefiam essas delegações, mantendo conversações ao mais alto nível com o estabelecimento de protocolos de colaboração mútua e de interesse para as duas partes, já que Cuba possui sectores onde o seu desenvolvimento é notável, como por exemplo a biotecnologia e a indústria farmacêutica, entre outros. 

É por isso normal sentir-se por toda a cidade um pulsar diferente daquele que é meramente turístico, pois as visitas profissionais que constantemente estão a aumentar, traduzem-se num movimento nunca antes visto.

Brevemente realizar-se-á de 2 a 7 de Novembro a XXXIII Feira Internacional de Havana, o certame de carácter comercial mais importante de Cuba e do Caribe e um dos mais importantes de toda a América Latina, o qual contará com mais de 20.000 m2 de área de exposição e prevendo-se cerca de 4.500 expositores oriundos de 60 países, promovendo os seus produtos não só para o mercado cubano, como também para outros mercados. 

Nesta feira multi-sectorial, cujas principais áreas são as matérias-primas, a alimentação, os têxteis, os bens de consumo, os equipamentos, as maquinarias industriais, as novas tecnologias e os serviços, são recebidos anualmente mais de 150.000 visitantes nacionais e estrangeiros, que durante estes dias estabelecem os primeiros contactos comerciais, consolidam ou ampliam negócios já encetados, trocam experiências ou adquirem novas relações empresariais para futuros negócios. 

Embora a FIHAV sempre tenha despertado interesse aos empresários norte-americanos, estes continuam impedidos pelo seu governo de poderem livremente estabelecer contratos com empresas cubanas devido ao injusto bloqueio comercial, económico e financeiro, perdendo assim as oportunidades que se apresentam e que poderiam beneficiar os dois países. 

Agora, mais do que nunca, depois do restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os EUA, urge pôr fim ao tenebroso bloqueio que apenas tem servido para prejudicar as populações, nunca tendo alcançado os objectivos políticos para que foi criado. 

Cuba tem sobrevivido com toda a dignidade e continuará o seu desenvolvimento com ou sem bloqueio, mas é importante que o mesmo cesse, respeitando as deliberações da Assembleia-geral das Nações Unidas e a vontade já expressa pelo governo dos EUA. 

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